domingo, 22 de fevereiro de 2026

Simbolo urbano por décadas, orelhões entram em processo de desativação


Os últimos 30 mil telefones de uso público, popularmente conhecidos como orelhões, já têm data marcada para a aposentadoria: o final de 2028.

Lançados em 1972 em todo o Brasil, os orelhões têm design assinado pela arquiteta Chu Ming Silveira, chinesa radicada no país.

A rede, que já teve mais de 1,5 milhão de terminais, era mantida por concessionárias de telefonia fixa, como uma contrapartida obrigatória do serviço.

Os contratos de concessão que incluiam a manutenção dos orelhões foram firmados em 1998 e chegaram ao fim em dezembro de 2025.

Adaptação desses contratos, no formato de autorizações de serviço, prevê a extinção gradual dos telefones públicos dentro do plano de universalização do acesso de telefonia no país.

Segundo a Anatel, com a proximidade do término dos contratos, "tornou-se oportuna uma discussão mais ampla sobre o atual modelo de concessão, com o fim de buscar estimular os investimentos em redes de suporte à banda larga".

Nesse cenário, as concessionárias buscaram celebrar acordos com a administração pública para viabilizar a adaptação da concessão do sistema de telefonia fixa (STFC) para a modalidade de autorização, regida pelo regime privado, informou a Agência.

A mudança de regime teve um fator a mais de complexidade: uma das maiores concessionárias, a Oi, passa por crise financeira desde 2016, com processo de falência aberto.

Na prática, cerca de 9 mil telefones de uso coletivo permanecerão ativos em cidades onde não haja ao menos o sinal 4G para a rede móvel. Hoje a maior parte dos TUPs estão no estado de São Paulo, e sua localização pode ser consultada no site da Anatel.

"As empresas assumiram compromissos de manutenção da oferta de serviço de telecomunicações com funcionalidade de voz (incluindo os orelhões), em regime privado, por meio de quaisquer tecnologias, em localidades nas quais as empresas forem as únicas prestadoras presentes, até o prazo máximo de 31 de dezembro de 2028", esclareceu a Anatel.

Os orelhões fizeram parte da paisagem e da memória afetiva de uma geração inteira. Foram cenário de histórias anônimas — amores, reconciliações, avisos importantes, saudades que cabiam em poucos minutos.

Fotografar esses orelhões foi mais do que registrar um objeto urbano. Foi guardar um pedaço do tempo. Porque a cidade muda — e a fotografia existe justamente para lembrar do que um dia esteve ali.

Já fez sua selfie com orelhão de sua cidade, antes que sumam de vez?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Banda CAIZARA em Praia Grande - 01/02/2025



Na tarde deste último domingo (01), a arena Estação Verão Praia Band TH+ Tupi recebeu a Banda Caiçara (CZR), que levantou o público com um repertório vibrante repleto de sucessos do Rock e do Pop Nacional

No palco, a banda revisitou clássicos consagrados que marcaram gerações, transformando a apresentação em um verdadeiro coro coletivo, com o público cantando junto do início ao fim. 

Uma tarde de muita energia, nostalgia e celebração da música brasileira, que reforçou o clima de verão e fez da arena um grande encontro entre artistas e fãs.

A Banda é formada por Liz (Baterista), Léo (Guitarrista), Sabrina (Vocalista), Luiz (Baixista) e Duda (Guitarrista).

Rede social: @caizaraoficial